Zé Maria Sobrinho, texto do Urublog
Clube de Regatas do Flamengo
Ago10
“… o desastre que pode realmente ocorrer
mataria a nossa “bala de prata do Zorro”: o Zico.”
Considero essa frase, de autoria de um amigo, sócio atuante no Flamengo, muito oportuna e pertinente. Falávamos sobre as dificuldades políticas para acertar a Administração do Clube e de uma hipotética retirada do Zico, acontecimento de conseqüências inimagináveis.
Sem dúvida, os deuses rubro-negros atuaram para entregar ao Zico essa tarefa hercúlea de transformar, atualizar o modelo de gestão do CRF, a começar e tendo como exemplo a Autonomia do Futebol.
Como maior ídolo, pelo seu carisma, pela sua credibilidade, pela sua experiência, pela aceitação quase unânime, realmente, nesse momento, só o Zico pode levar a cabo essa missão.
Àqueles descompromissados com a politicagem do CRF, que abominam a luta fratricida pelo Poder, cabem cerrar fileiras no apoio ao Zico e ao seu Plano.
Ao Zico compete apresentar, tão logo seja possível, as diretrizes básicas e o seu planejamento para se alcançar a Autonomia do Futebol.
“Grilado” e preocupado com a frase de início citada e com a situação atual, resolvi prestar a minha modesta colaboração, através do presente trabalho, com o intuito de fornecer, em forma de sinopse, subsídios a uma discussão isenta e profícua.
Assim, o trabalho foi enviado, primeiramente, ao Zico e à Presidenta Patrícia Amorim.
Questões Básicas Autonomia do Futebol
O encaminhamento da discussão sobre a Autonomia do Futebol passa por três questões básicas:
* Por que a Autonomia?
* Em que consiste a Autonomia?
* Como alcançar a Autonomia?
I. Por que a Autonomia?
Pela direção do CRF, nos últimos 25 anos, passaram todas as correntes políticas, com presidentes, vice-presidentes, diretores, de qualificações e personalidades distintas. E o Flamengo, como instituição, a cada ano, se enfraquece mais. Então, não é só uma questão de pessoas, como alguns dizem.
Títulos importantes, nacionais e internacionais, tornaram-se acidentais e raros.
O Futebol representa cerca de 80% da receita do CRF, estimada em R$ 150 milhões, para 2010. Esses números, por si sós, exigem uma gestão própria, ágil, autônoma, profissional, especializada, planejada, que tenha continuidade e comprometimentos com metas (resultados), livre da influência direta e permanente dos dirigentes de outros setores do Clube.
Os fatos que justificam a transformação são crônicos, inúmeros e incontestáveis, demonstrando ser evidente que o Flamengo tem que mudar urgentemente o seu modelo de administração/gestão. A seguir uma amostra desses fatos:
Fatos
- a interminável construção do CT;
- o continuado aumento do passivo do CRF;
- a reforma do Estatuto. A atuação dos Conselhos;
- a inexistência de Planejamento, de um Plano Plurianual;
- a falta de gestão orçamentária (um absurdo!);
- a falta de compreensão da verdadeira grandeza do Flamengo, com o
Incompreensível distanciamento da Nação Rubro-Negra;
- a queda acentuada e constante no número de sócios (na contramão de outros
coirmãos);
- a inexistência de uma política salarial, para funcionários e atletas;
- o apadrinhamento nas contratações de funcionários;
- os salários frequentemente em atraso;
- as funções executivas, que exigem dedicação integral, a cargo de voluntários,
com tempo reduzido;
Questões Básicas Autonomia do Futebol
- as saídas e abandonos dos cargos de vice-presidentes, sem qualquer prestação
de contas (CRF não pode ser a”Casa da Mãe Joana”);
- a degradação acelerada da sede X o PRG (Programa de Revitalização da
Gávea);
- o estado do edifício Hilton Santos (“Morro da Viúva”), com todos os
apartamentos penhorados e metade sem condições de ocupação;
- o abandono da antiga concentração de São Conrado;
- etc, etc
Fatos do Futebol
Com relação, especificamente, ao Futebol podem-se citar:
- o estágio de declínio do futebol do Flamengo (principal e base) X a
evolução firme e constante do Internacional, São Paulo, Santos, Cruzeiro,
Atlético-PR, Goiás, … ( a análise deve ser feita ao longo de um período);
- as escandalosas e absurdas negociações de jogadores;
- a inexistência de uma política de contratação;
- a dependência dos empresários;
- os contratos quase sempre prejudiciais ao Flamengo: valores, direitos, condições
e prazos;
- etc, etc
Por fim, a Autonomia do Futebol, certamente, determinará a ampla, profunda, necessária e esperada reestruturação do CRF.
****** A construção do CT
* Local: Vargem Grande
* Área: 130.000 m2
* Terreno Arborizado
* Excelentes Condições Ambientais.
Pontapé Inicial !!!
10 jan 2004
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