sábado, 28 de agosto de 2010

Fechado com o certo

Hoje estava de bobeira na internet e decidi entrar casualmente no site oficial da NBA. Com ainda os treinamentos em andamento na pré-temporada, boa parte das atenções estão voltadas ao Mundial de Basquete. Logo no "home" do site, vi uma chamada a qual havia a análise de um repórter estado-unidense sobre o grupo dos EUA na competição.
Nesta, me espantei de ver como o tal jornalista escala o basquetebol brasileiro masculino em bom nível:

* "Brasil
Jogadores na NBA: Leandro Barbosa (Toronto Raptors), Nenê (Denver Nuggets), Tiago Splitter (San Antonio Spurs), Anderson Varejao (Cleveland Cavaliers).
Perspectiva de Draft**: Raul Neto (Armador).***

O Brasil não tem sucesso internacional desde os dias de Oscar Schmidt, mas com o seu talento e a altura de seus jogadores , figuram a brigar seriamente por uma medalha, este ano, no Mundial. E se tem algum time que irá incomodar os EUA no garrafão, é este.

'Eles irão nos dar trabalho - diz o jogador norte-americano Ronzone -, porque eles são realmente grandes.'

Nenê, Splitter e Varejão são três jogadores de 2,10m que são suficientemente capazes de começarem jogando em um time que disputaria os Playoffs, por exemplo, e atleticamente aptos para baterem de frente com o nosso time. E o mais importante: todos eles jogam grande. Logo, será comum que Krzyzewski**** terá de abandonar os dois armadores principais para aproximar Lamar Odom ou Kevin Love a Tyson Chandler, no garrafão.

Os EUA procurarão botar pressão nos armadores brasileiros, mas terão de ser cautelosos. Barbosa tem a agilidade e velocidade para quebrar os EUA, mesmo com a pressão em cima dele. E Marcelinho Machado é um chutador potente que fará estragos se o deixarem livre."



* Traduzido do inglês ao português, obviamente.
** Seleção dos novatos que se juntarão à Liga.
*** Começou a aparecer mais este ano, com apenas 18 anos.
**** Técnico do time estado-unidense.

Ok, qualquer um que leia o texto pode me achar ingênuo por eu estar sendo ingênuo, mas admiro-me dos elogios feitos pelo cara, porque, afinal de contas, não estamos nem no Top 15 do Basquete Mundial.
E por isso, fico também feliz e fico ainda mais esperançoso quanto à campanha do Brasil no torneio, que está contando - agora - com um treinador que já venceu este título - tudo bem que foi com a Argentina -, é experiente e implantou uma filosofia de jogo ao time que pode render. Não é um Lula Ferreira Fudido da vida. O cara fecha com o certo. E boa parte da esperença em que tenho na campanha, deve-se a ele.
Enfim, que demos trabalho aos arrogantes, que realmente são foda, mesmo sem os superastros, uma boa colocação seja alcançada e que o trabalho continue pelo menos até as Olimpíadas.
Fé.

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